A "apatia" dos músicos e a vida cristã
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Ennio Morricone. Fonte: Fram Martin Requiem aeternam dona eis Domine et lux perpetua luceat eis. Quando estamos assistindo a uma ópera ou a um espetáculo de música clássica não somente escutamos, mas vemos os músicos, os cantores, o maestro, e se prestarmos atenção à performance perceberemos uma coisa: eles não se deixam levar pela música, seja ela feliz, triste, vivaz, melancólica, irante, vingativa. Permanecem focados nas notas, na partitura, no tempo. O condutor italiano de orquestra e ópera, professor Cortese, deu o exemplo de Ígor Stravinsky, que durante sua condução, ele fazia gestos mínimos, chegava até a bocejar e olhar em seu relógio para ver as horas. Mesmo o professor Cortese se vê nessa mesma apatia - não tão mórbida como a de Stravinsky . Essa realidade um tanto incomum nos serve também como uma analogia a nossa vida espiritual. Assim como os músicos ficam "surdos" a sua própria música, não podemos ficar surdos à música de Deus. A...